Serie Empreendedora – A era do conhecimento conscientizado

Serie Empreendedora – A era do conhecimento conscientizado

Cinco anos após o lançamento de Nascimento da era caórdica, Marc Haléy, lançou o livro A era do conhecimento, no qual chama esse novo ciclo de era noética. O nome tem origem do grego: “noos” que significa conhecimento, inteligência, espírito. Na era noética, os modelos matemáticos e racionais se misturam com metamodelos qualitativos, intuitivos e visionários para criar uma nova ética, uma mudança radical de valores da sociedade, na qual os deveres sobrepões aos direitos – pois diante de todas as informações e de todo o conhecimento que alcançaremos vamos nos tonar mais conscientes. E aqui que entra a sabedoria, ou seja, a consciência do conhecimento, transformando e transpondo a sociedade em qual vivemos.

Já Prem Baba que é um mestre da linhagem espiritual sachcha, do Norte da Índia, em seu último livro Amar e ser livre, ressalta que “as bases de uma nova sociedade, de 2015, chama esse momento que estamos passando de “parivartan”, que significa transformação em sânscrito.”

O fato é que tanto Haléy e Prem Baba, deixam claro que a nova riqueza será cognitiva e cultural, imaginativa e artística. O capital essencial de amanhã não será o dinheiro. Será o talento, a inteligência, a intuição e a imaginação. E isso muda toda uma sociedade, toda uma geração. Na educação, na empresa, nos negócios, na cidade e no mundo. A sociedade do conhecimento e da consciência tomará o lugar da velha sociedade industrial e capitalista.

Na era do capitalismo consciente, quanto mais as organizações realizarem seus propósitos, mais elas irão faturar. No entanto, se uma organização busca maximizar seus resultados apenas para encher os bolsos de dinheiro, sem se preocupar com a saúde de todo o ecossistema, essa negligencia pode voltar de forma negativa e potencializada a longo prazo. Por meio da insatisfação dos clientes, falta de comprometimento e infelicidade dos colaboradores, os lucros são com certeza insustentáveis.

Pare agora, e acesse, qualquer rede social e você verá frases de autoajuda, fotos de ioga e meditação, trilhas e outros modos de contato com a natureza. Mesmo que as pessoas não se deem conta ou muitas vezes estejam somente acompanhando uma modinha, a transformação do SER tem valor. Há algo de grandioso acontecendo e muitos movimentos têm surgido, como os de desescolarização, consumo consciente, apoio ao empreendedorismo, à colaboração, à busca e à realização de sonhos. Nem as ciências nem o estado ou as religiões darão conta de resolver sozinhos o impasse a que chegamos. Serão os sentimentos que vêm de dentro que farão com que repensamos “por que”, “como”, e “o que” estamos fazendo, enquanto empresas, negócios ou indivíduos. Se não transformarmos dentro, não conseguiremos transformar fora.

Acredito realmente que são as pessoas que movem o mundo. Se formos capazes de educá-las instruí-las, transformá-las ou ao menos ampliar sua consciência, o, sabedoria, a solução um dia chegará. Olhe este movimento do SER na alimentação, por exemplo, cada vez mais ganhando força, não pode ser apenas modinha, concorda?

Somos encorajados não só a ser mais autênticos como nos transformar e experimentar cada vez mais tudo o que está disponível no mundo. Só que por meio de um modelo mental evoluído, mais consciente, em que não precisamos somente comprar, adquirir, ter. Isso favorece diretamente a economia compartilhada, uma nova mentalidade de consumo em que não é preciso mais comprar para usufruir. Pode-se pegar emprestado, alugar, trocar, ou simplesmente viver.

Pense comigo no velho ditado: Tempo custa dinheiro, pois bem, agora faça uma reflexão, inverta o sujeito, e verás que o que estamos gastando é tempo de vida. Hein? Porque, quando compramos algo, não pagamos com dinheiro, compramos com o tempo de vida que tivemos que gastar para ter este dinheiro. Mas tem um detalhe nesta história: tudo se compra, menos a vida. A vida se gasta. Então leve consigo esta pequena reflexão, antes de comprar alguma coisa, pergunte-se!